Atividades — Biotecnologia Aplicada à Saúde

Este conjunto de atividades foi elaborado para que você consolide e aplique os conceitos apresentados nos slides deste módulo. Leia cada enunciado com atenção antes de iniciar a resolução. As respostas devem ser dissertativas e fundamentadas, com base exclusivamente no conteúdo dos slides apresentados em aula.


Atividade 1 — Dos slides ao raciocínio clínico

Contexto

Um colega que faltou à aula pediu que você o ajudasse a entender o conteúdo dos slides do módulo. Ao estudarem juntos, ele fez quatro perguntas que revelam confusões conceituais comuns. Suas respostas devem se basear exclusivamente nas informações apresentadas nos slides.

Pergunta A — Plataformas e nomenclatura

O slide sobre anticorpos monoclonais apresenta uma tabela com sufixos que codificam a origem de cada molécula. O slide das quatro plataformas terapêuticas descreve os anticorpos monoclonais como produtos que “exploram a especificidade do sistema imune” e têm “nomenclatura que codifica a origem”.

Seu colega pergunta: “Trastuzumab e adalimumab terminam com o mesmo sufixo — mas um trata câncer de mama e o outro trata artrite reumatoide. O que o sufixo diz sobre eles e o que ele não diz sobre para que servem?”

Explique dissertativamente o que o sufixo -umab indica sobre a origem da molécula e o percentual aproximado de estrutura humana, por que essa característica tem relevância clínica — conforme o slide descreve ao comparar os diferentes graus de humanização — e por que o sufixo sozinho não informa o alvo terapêutico nem a indicação clínica do medicamento.

Pergunta B — CAR-T e terapia gênica: a confusão das fronteiras

O slide das quatro plataformas descreve as terapias celulares como aquelas em que “administra-se a célula inteira, viva e funcionalmente ativa” e as terapias gênicas como aquelas que “corrigem o material genético das células”. O slide sobre CAR-T detalha quatro etapas do processo: coleta, modificação, expansão e reinfusão.

Seu colega pergunta: “Se na etapa de modificação do CAR-T o DNA do linfócito é alterado, isso não é terapia gênica? Qual é a diferença real entre as duas?”

Explique a distinção apresentada nos slides entre as duas plataformas, identifique em qual das etapas do CAR-T ocorre a modificação genética e por que, mesmo com essa etapa, o produto final é classificado como terapia celular e não como terapia gênica.

Pergunta C — CRISPR: o alvo e as limitações

O slide sobre CRISPR-Cas9 afirma que o exagamglogene autotemcel não edita o gene HBB — o gene com a mutação causadora da anemia falciforme — mas sim o gene BCL11A, e que 28 de 29 pacientes ficaram livres de crises vaso-oclusivas por pelo menos 12 meses. O slide sobre limitações lista quatro problemas: edições off-target, dificuldade de entrega in vivo, imunogenicidade da Cas9 e formação de mosaicos.

Seu colega pergunta: “Por que editar um gene diferente do gene com o defeito resolve a doença? E das quatro limitações do slide, qual delas faz menos sentido num tratamento feito fora do corpo do paciente?”

Explique a lógica biológica de editar o BCL11A em vez do HBB — usando apenas o que o slide descreve sobre a estratégia de reativação da hemoglobina fetal — e identifique qual das quatro limitações listadas no slide teria menor relevância em um tratamento ex vivo como esse, justificando sua escolha.

Pergunta D — Os três desafios éticos

O slide sobre desafios éticos, regulatórios e de acesso apresenta três dimensões separadas: custo e acesso, edição germinativa e privacidade genômica. Para cada uma delas, o slide fornece dados ou exemplos específicos: os preços das terapias CAR-T e do exagamglogene autotemcel com menção às populações afrodescendentes, o caso He Jiankui e a menção à LGPD e ao Marco Legal da Biotecnologia no Brasil.

Seu colega pergunta: “Esses três problemas são todos problemas éticos? Ou alguns são só problemas técnicos ou econômicos que se resolverão sozinhos com o tempo?”

Escolha uma das três dimensões apresentadas no slide e explique dissertativamente por que ela constitui um dilema ético genuíno — e não apenas um problema técnico ou econômico — usando os dados ou exemplos específicos que o slide apresenta para essa dimensão.


Atividade 2 — Verificação conceitual: biotecnologia aplicada à saúde

Sobre esta atividade

Esta atividade contém dez perguntas diretas sobre os conceitos apresentados nos slides do módulo. Para cada pergunta, elabore uma resposta concisa e completa — em geral, uma a três frases são suficientes. O objetivo não é desenvolver uma argumentação extensa, mas demonstrar que você compreende com precisão os conceitos fundamentais apresentados em aula.

Perguntas

1. O que o sufixo “-omab” no nome de um anticorpo monoclonal indica sobre sua origem e quais são as implicações clínicas dessa característica?

2. Quais são as quatro etapas do processo CAR-T apresentadas no slide e o que ocorre na etapa de modificação?

3. O slide sobre CRISPR afirma que sua “modularidade é transformadora”. O que isso significa na prática, em comparação com as tecnologias de edição gênica anteriores?

4. Das quatro limitações do CRISPR apresentadas no slide, qual delas está relacionada ao fato de a proteína Cas9 ser de origem bacteriana?

5. O que é uma VUS (variante de significado incerto) e por que o slide destaca que sua classificação “pode mudar à medida que mais dados se acumulam”?

6. O slide sobre farmacogenômica apresenta o HLA-B*57:01 como exemplo. Qual medicamento está associado a esse marcador e qual é a consequência clínica de não testá-lo antes da prescrição?

7. O que diferencia um biossimilar de um medicamento genérico convencional, segundo o slide sobre vacinas de mRNA, diagnóstico molecular e biossimilares?

8. O slide sobre edição germinativa apresenta três dimensões éticas do problema: segurança, consentimento e eugenismo. O que cada uma dessas dimensões questiona especificamente?


O que você deve entregar

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